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Carinho de Mãe

Hoje senti muita falta da minha mãe. Todos os anos ela me acordava, neste dia, com um bolinho e uma velinha, cantando bem baixinho “parabéns pra você”.

A relação de mãe e filha é um pouco complicada, a minha não foi diferente. Mas em pequenas atitudes percebemos um amor tão grande que acaba superando todos os problemas. Lembro-me de que ela trabalhava muito, mas sempre arrumava tempo para demonstrações de carinho que nunca esqueci.

Bolo com cobertura de glacê e jujuba em cima, bexigas grudadas com durex na parede, balas de côc enroladas em papéis coloridos, guaraná caçulinha, chup-chup,  mensagens telefônicas, aquelas mensagens bem bregas, mas que fazem a gente chorar…  Mas acordar a gente com “parabéns pra você” é mesmo inesquecível. Mesmo com o passar do tempo, mesmo longe, mesmo com muitas coisas pra fazer, mesmo sem tempo, mesmo sendo pai e mãe, ela sempre priorizou as filhas. Já as filhas…Nem sempre priorizam suas mães. Pretendo fazer o mesmo pelas minhas filhas. O amor de mãe, quando existe, é o mais verdadeiro que se pode ter. Quando deixamos de ser filhas para sermos mães, percebemos o quanto nos doamos e o quanto isto é nobre, porque receber de volta é o que menos importa. Mas também percebemos o quanto o carinho de mãe faz falta e o quanto nos não valorizamos isto quando nós temos. Somente quando deixamos de ter é que pensamos o quanto é importante.

Hoje vivo num lugar  longe da minha infância e longe da minha mãe. Senti saudade da minha infância, vivida no interior, com vizinhos que nos conheciam e que se reuniam na rua, com amigos que faziam churrasco no quintal de casa e que se encontravam aos finais de semana, com cumprimentos ao caminhar pelas ruas, com o carinho de mãe sempre perto. E sinto não poder dar a mesma infância para minhas filhas. Hoje, pensei que, mesmo com todos os problemas que vivi, sinto falta da minha infância. Os tempos são outros, os hábitos mudaram, mas eu  sempre quero acordar minhas filhas com o “parabeńs pra você” um bolinho e uma velinha no aniversário delas. De agora em diante, pretendo fazer isto todos os anos. Acho que elas não vão esquecer…

A importância de fechar a boca e abrir os braços

 

Uma amiga ligou com notícias perturbadoras: a filha solteira estava grávida.

Relatou a cena terrível ocorrida no momento em que a filha finalmente contou a ela e ao marido sobre a gravidez.

Houve acusações e recriminações, variações sobre o tema “Como pôde fazer isso conosco?” Meu coração doeu por todos: pelos pais que se sentiam traídos e pela filha que se envolveu numa situação complicada como aquela.

Será que eu poderia ajudar servir de ponte entre as duas partes?

Fiquei tão arrasada com a situação que fiz o que faço – com alguma frequência – quando não consigo pensar com clareza: liguei para minha mãe. Ela me lembrou de algo que sempre a ouvi dizer. Imediatamente, escrevi um bilhete para minha amiga, compartilhando o conselho de minha mãe:

“Quando uma criança está em apuros, feche a boca e abra os braços.”

Tentei seguir o mesmo conselho na criação de meus filhos. Tendo tido cinco em seis anos, é claro que nem sempre conseguia. Tenho uma boca enorme e uma paciência minúscula.

Lembro-me de quando Kim, a mais velha, estava com quatro anos e derrubou o abajur de seu quarto.

Depois de me certificar de que não estava machucada, me lancei numa invectiva sobre aquele abajur ser uma antiguidade, sobre estar em nossa família há três gerações, sobre ela precisar ter mais cuidado e como foi que aquilo tinha acontecido – e só então percebi o pavor estampado em seu rosto. Os olhos estavam arregalados, o lábio tremia.

Então me lembrei das palavras de minha mãe. Parei no meio da frase e abri os braços.

Kim correu para eles dizendo: – Desculpa… Desculpa – repetia, entre soluços. Nos sentamos em sua cama, abraçadas, nos embalando. Eu me sentia péssima por tê-la assustado e por fazê-la crer, até mesmo por um segundo, que aquele abajur era mais valioso para mim do que ela.

– Eu também sinto muito, Kim – disse quando ela se acalmou o bastante para conseguir me ouvir. Gente é mais importante do que abajures.

Ainda bem que você não se cortou.

Felizmente, ela me perdoou.

O incidente do abajur não deixou marcas perenes. Mas o episódio me ensinou que é melhor segurar a língua do que tentar voltar atrás após um momento de fúria, medo, desapontamento ou frustração.

Quando meus filhos eram adolescentes – todos os cinco ao mesmo tempo – me deram inúmeros outros motivos para colocar a sabedoria de minha mãe em prática: problemas com amigos, o desejo de ser popular, não ter par para ir ao baile da escola, multas de trânsito, experimentos de ciência malsucedidos e ficar em recuperação.

Confesso, sem pudores, que seguir o conselho de minha mãe não era a primeira coisa que me passava pela mente quando um professor ou diretor telefonava da escola. Depois de ir buscar o infrator da vez, a conversa do carro era, por vezes, ruidosa e unilateral.

Entretanto, nas ocasiões em que me lembrava da técnica de mamãe, eu não precisava voltar atrás no meu mordaz sarcasmo, me desculpar por suposições errôneas ou suspender castigos muito pouco razoáveis.

É impressionante como a gente acaba sabendo muito mais da história e da motivação atrás dela, quando está abraçando uma criança, mesmo uma criança num corpo adulto.

Quando eu segurava a língua, acabava ouvindo meus filhos falarem de seus medos, de sua raiva, de culpas e arrependimentos. Não ficavam na defensiva porque eu não os estava acusando de coisa alguma. Podiam admitir que estavam errados sabendo que eram amados, contudo. Dava para trabalharmos com “o que você acha que devemos fazer agora”, em vez de ficarmos presos a “como foi que a gente veio parar aqui?”

Meus filhos hoje estão crescidos, a maioria já constituiu a própria família.

Um deles veio me ver há alguns meses e disse “Mãe, cometi uma idiotice…”

Depois de um abraço, nos sentamos à mesa da cozinha.

Escutei e me limitei a assentir com a cabeça durante quase uma hora enquanto aquela criança maravilhosa passava o seu problema por uma peneira.

Quando nos levantamos, recebi um abraço de urso que quase esmagou os meus pulmões.

– Obrigado, mãe. Sabia que você me ajudaria a resolver isto.

É incrível como pareço inteligente quando fecho a boca e abro os braços.

Diane C. Perrone

Histórias para aquecer o coração das mães



Confiar…

A confiança é frágil como um pequeno vaso de vidro.

O que fazer quando se perde a confiança em alguém?

Como um vaso que se quebra, nunca é a mesma coisa de antes, mesmo quando se “cola” os pedaços.

“As pessoas vão esquecer o que você fez, vão esquecer o que você disse, mas jamais aquilo que você as fez sentir” Li esta frase em algum lugar e nunca mais me esqueci dela.

O sentimento de traição é o pior que existe. Há quem prefira o sentimento de luto ao sentimento de traição.

Não tem remédio, remediado está.

Não tem como restaurar.

Não tem como esquecer.

O que fazer?

Deixar que o tempo tome conta de tudo.

O tempo cicatriza feridas, ameniza as dores, deixa tudo mais bege. É por isto que o tempo está indicado para casos como este.

Obs. Não pode haver outra quebra. Aí, nem o tempo dá jeito…

Será que todo relacionamento é baseado em diferenças? Acho que tanto casais hetero quanto homo sofrem estas diferenças dentro dos seus relacionamentos. Mas aquelas diferenças clássicas entre homens e mulheres atravessam gerações.

O link http://www.jornaldaorla.com.br/noticias_integra.asp?cd_noticia=3075# traz uma matéria super legal sobre estas diferenças.

Vale a pena ler:

A Guerra mais antiga do mundo

O que quer uma mulher?

Quando nos casamos costuma ser  um evento: Paramos tudo para dizer o sim. Um dia especial, amigos, convidados, cerimônia, enfim…Um acontecimento.
Com o passar dos anos, as comemorações vão diminuindo mesmo. Flores, presentes, e-mails, telefonemas e de vez em quando um programa a dois para comemorar.
Vamos ficando sem tempo para passar um tempo juntos, a fim de comemorar um dia tão importante na vida de um casal.
Quando estamos apaixonados, arrumamos um jeito para tudo não é? O dia dia é uma comemoração.
Os olhos brilham, elaboramos declarações de amor, apresentações em power point, mensagens especiais.
Mas com o passar do tempo, o dia não muda, nem quando a data comemorativa chega.
Os casais deveriam repensar sobre o que é estar apaixonado pela pessoa com quem se escolheu para passar a vida.
Vamos deixando o sentimento pela pessoa a quem escolhemos para dividir nossas vidas, morrer. Morrer de sede e de fome.
Rir juntos, bons momentos, alegrias, intimidade, confiança, cumplicidade, brincadeirinhas, coisas que só os apaixonados sabem fazer…fazem falta.
Quem antes cantava”gatinha manhosa”, hoje acha isto tudo um saco.
As piadinhas que antes matavam-na de rir, hoje só causam irritação.
O que fazemos com o nosso amor?? Matamos ele aos poucos, sem perceber, com requintes de crueldade, sem dó, nem piedade.
Não deveríamos, pois temos mais possibilidades de amar ao conhecer melhor nosso companheiro. Temos a possibilidade de através do amor, sermos melhores.
O amor romântico não precisa ser desesperado nem insano, deve amadurecer.
O problema é que os homens costumam relacionar o amor romântico e a paixão com o físico e as mulheres relacionam com amor mesmo. Eis aí a diferença: Uma mulher continua apaixonada por toda a vida se sentir que seu homem está apaixonado por ela. Um homem só se apaixona por quem tem que conquistar.
Neste ponto, a mulher é mais sábia. O sentimento de amor é nutrido por mais sentimento de amor. Mas o homem não sabe como nutrir, não é dele nutrir. Deveria aprender.
Temos inúmeros casos de mulheres  buscando em “Don Juans” o que seus maridos não lhes dão. Elas buscam romantismo, simplesmente isto.
Para não matar em si mesmas um sentimento que faz tanta falta a elas, acabam se iludindo. Talvez este comportamento seja compreensível.
Temos inúmeros casos de homens que buscam conquistar mulheres que não sejam as suas, pelo simples fato de ter que ficar comprovando sua masculinidade. Acabam perdendo suas famílias e as suas companheiras.
A maioria das mulheres trai por infelicidade. E a maioria dos homens por pura burrice.
Um exemplo foi o caso de Sorocaba, em que a mulher traída por seu marido e sua melhor amiga acabou divulgando um vídeo de acerto de contas com a “amante”.
No desfecho do caso, temos esta amante confessando seu amor ao marido da amiga e o marido querendo obter o perdão de sua mulher.
A amante, bem casada com um jovem bonito e rico, preferiu traí-lo com um homem 20 anos mais velho, o marido de sua amiga.
Os motivos: Este homem mais velho, provavelmente querendo afirmar sua masculinidade, acabou dando o romantismo que a amante tanto queria.
Mas por burrice, acabou perdendo sua mulher. A amante, não sabe, mas perdeu os dois. Afinal, o marido traído dificilmente ficará com ela e o “Don Juan” não vai querer continuar a fantasia, se mostra arrependido e implorando o perdão de sua esposa e seus filhos.
A mulher traída, sairá mais forte de tudo, talvez desiludida, talvez mais madura, enfim.
As pessoas deveriam não deixar morrer seu sentimento apaixonado, deveriam olhar para o outro com o mesmo olhar de quando se conheceram. Isto não é impossível não.
Isto começa com atitudes, com ações, é simples assim.
O homem deveria saber como cortejar sua mulher a vida toda.
Mas os homens não sabem como tratar suas mulheres. Se perguntam: O que quer uma mulher?? A resposta é: Atenção.
Quem sabe, se tentassem resgatar velhas atitudes, gestos, comemorações, beijos, carinhos, não sei.
Talvez o meu pensamento romântico seja ingênuo.
As mulheres também deveriam se valorizar mais. Não se insinuar tanto. Não se deixar vulgarizar.
Hoje fica difícil tentar seduzir seu homem, há tanta oferta que a sedução fica parecendo ingênua mesmo. Uma lingerie, pobrezinha!!!! Não tem poder nenhum mais.
Se mostrar segura, resolvida, nossa!! Isto pode fazer a diferença. Mas que palhaçada!! Toda mulher é carente de ouvir que é amada, que é desejada. Ela não quer ficar subindo em cima do homem e se mostrar fatalmente sexy, ela quer ser amada. E amor para uma mulher tem a ver com sexo, com carícias, com beijo na boca, com troca de olhares, com companheirismo. A mulher não separa estas coisas como faz o homem. Então, se ele quer uma mulher sexy, terá que mostrar que deseja ou será melhor contratar uma garota de programa ou ir colhecionando amantes, pois pode fantasiar com elas.
Com sua mulher ele tem o desafio de ser quem é, ou seja, o pai, o companheiro,  e ainda ser romântico, amante, amigo.
Difícil? Sim, mas ninguém disse que seria fácil.

Anonimato é pecado.

Ontem assisti uma reportagem no Fantástico sobre um jovem brasileiro que mora nos EUA e está fazendo sucesso e dinheiro através da internet por inovar, ser diferente. Ele produz vídeos sozinho, dentro do próprio quarto, com  poucos recursos. Sinceramente não sei o que ele faz, não prestei tanta atenção assim nas habilidades que ele demonstra em seus vídeos. Mas aí vieram os números. Já está com 70 milhões de acessos, já conseguiu “não sei quantos mil dolares com seus vídeos” e talvez isto o torne especial. Fiquei ali me perguntando: “O que ele tem de tão especial??” E alguém me respondeu: “Ele está sendo criativo, conseguindo, com poucos recursos, produzir vídeos que muitos produzem com gastos exorbitantes” e eu continuei me perguntanto, tentando na minha santa ignorância argumentar contra aquela resposta tão simples: “Mas continuo não entendendo, onde está a criatividade, o que ele mostra de tão interessante, que mereça 70 milhões de acessos?” e a pessoa continou a responder: “Isto, ele está sendo criativo”. Depois, cansada e decepcionada em tentar discutir o assunto, pensei, pensei e concluí para mim mesma, com a minha pequena e ignorante lógica: “É isto. Ele consegue 70 milhões de acessos e não faz nada, aí está o sucesso do cara”. Valores estranhos estes  nossos. Tenho uma filha de 4 anos e estou tão confusa e tão frustrada, que nem consigo saber o que ensinar a ela. Meus heróis não morreram de overdose, sou careta demais para ter ídolos com estes hábitos. Não, os meus heróis estão por aí, tentando… Estão tentando produzir idéias, após estudar muito, mas o garoto que faz sons diferentes sozinho, no seu quarto, está conseguindo produzir mais. Meus heróis estão tentando atender decentemente seus pacientes em hospitais sem recursos, estão tentando educar crianças em meio ao descaso com a educação, estão tentando ser honestos em meio a corrupção, estão tentando ser apenas cidadãos dignos em meio ao desejo de luzes e notoriedade, estão tentando apenas fazer parte de uma sociedade “justa”, mas que chama de louco quem se revolta e até denuncia estes valores tortos, uma sociedade que  não perdoa quem quer ser anônimo. Qual será o castigo para quem deseja o anonimato? Um chicote e um quarto escuro??